| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Tinamiformes |
| Família: | Tinamidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | N. minor |
A codorna-mineira é uma ave tinamiforme da família Tinamidae. Também conhecida como buraqueira, codorna, codorna-buraqueira, codorniz, inambuí e codorna-miúda.
Seu nome científico significa: do (grego) nothos = falso; e oura = cauda; e do (latim) minor = menor, a menor das ⇒ O menor dos pássaros com cauda falsa.
Mede de 18 a 20 cm de comprimento. É uma codorniz pequena, de coloração avermelhada. Coroa preta malhada de amarelo, face de cor amarelo quente, garganta de cor pálida. Pescoço de cor castanho–amarelado com malhas de castanho-escuro, tornando-se listrado no peito. A parte inferior do corpo de uma cor suave, castanha–amarelada com manchas castanhas nos flancos. A parte superior do corpo é de cor castanha escura com tons avermelhados e de franjas creme. Asas avermelhadas e escurecidas. Patas amareladas ou rosadas, bico preto e íris castanha.
Vocalização: Emite uma série de longos e altos sons de um metálico silvo “peeeep”, também em forte e curtas notas. Assemelha-se com a codorna-amarela(Nothura maculosa), mas é bem menor.
Espécie monotípica (não possui subespécies).
Às vezes, sai para capinzais baixos para comer sementes, frutas caídas pelo chão e insetos, como as formigas saúvas. Necessita de espaços sujos e depende principalmente de áreas onde existam várias espécies de tatus. Diante de qualquer perigo, principalmente de gaviões, falcões e mamíferos como lobo-guará e encontra refúgios seguros dentro das galerias que os tatus cavam. Esconde-se e se alimenta de vários insetos, minhocas, filhotes de répteis, principalmente de várias espécies de cobras venenosas e outros animais peçonhentos.
Reproduz-se, provavelmente, entre outubro e fevereiro. Faz seu ninho cavando uma pequena depressão no solo em campos sujos entre capinzais espessos, onde põe de 2 a 4 ovos que são chocados pelo macho. Os filhotes assim que nascem deixam o ninho e passam a acompanhar o casal até a idade juvenil, quando já podem sobreviver sozinhos. Os filhotes se escondem assim que ouvem ruídos que possam ameaçá-los. Logo que nascem já percebem o perigo atraves da vocalização de outras aves. Basta ouvir o canto de advertência de qualquer ave para correr e se agachar. Usa sua camuflagem natural para se esconder dos predadores como o falcão-de-coleira(Falco femoralis) e o gavião-de-rabo-branco(Buteo albicaudatus)
A codorna-mineira é muito rara e dificilmente se consegue visualizá-la. Vive em campos sujos, em meio a espinheiros e cupinzeiros. É uma espécie frágil e muito mansa. Ela sai de capinzais espessos e anda por áreas degradadas e abertas à procura de comida, antes cerrado sujo, hoje grandes plantações de soja. Os tratores e aviões carregados de agrotóxicos venenosos pulverizam áreas extensas, levando-a à morte ou tornando-a imprópria para reprodução. Na sua área de atuação em fazendas, habita alguns pontos altos onde as máquinas não conseguem manejar o solo. Parece não haver futuro para a espécie, pois o que resta de área em que ela sobrevive está sendo tomado por plantações de eucaliptos. É uma ave muito arisca, que se agacha e fica imóvel por muito tempo, misturando-se à vegetação local para confundir seus predadores. Mas bastam algumas horas de convivência para que ela fique mansa e dócil, sem muito se importar com a presença humana. Essa ave praticamente não vive sem a presença do tatu, pois esse mamífero cava, pelos campos, inúmeros túneis, nos quais ela se esconde. Ao sentir-se ameaçada, alça longo e alto voo e, ao planar, consegue ver um buraco de tatu onde entra, tornando sua captura muito difícil. Dentro do buraco, permanece imóvel por várias horas, até sentir-se segura para sair. Quando descoberta, é possível pegá-la com a mão, pois não oferece nenhuma resistência. O curioso é que a codorna-mineira só entra em túneis em que não haja outro animal, como o próprio tatu, lagartos, cobras ou outros animais peçonhentos.
Presente nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, São Paulo e Distrito Federal, é parcialmente endêmica do Brasil.
Recentemente registrada tambem no Paraguai.